Suas emoções são como notificações

Suas emoções são como notificações

Sabe aquela bolinha vermelha que fica no seu aplicativo?

Aquela bolinha de notificações que avisa que tem mensagem nova, comentário novo, pessoa nova te adicionando.

Se você é como eu, você não consegue ficar em paz enquanto não zera aquelas bolinhas. Você quer saber o que elas querem dizer. Qual é a mensagem não lida, quando é o comentário, o que tem para ser explorado.

E ao ver a minha relação com as notificações, vi que elas funcionam como as emoções.

As emoções são como uma bolinha vermelha dentro de mim, onde cada número sinaliza o que eu ainda não resolvi.

Aquele sentimento gerado no passado que ainda não foi resolvido ou um sinal pra eu ficar alerta com o que está acontecendo no momento.

Seu corpo está o tempo todo te dando sinais. Te mandando notificações. “Olhe para isso, resolva aquilo, preste atenção, cuidado, cure essa ferida, faça as pazes com aquela pessoa, perdoe, peça perdão, liberte-se da culpa, elimine a vergonha”.

Quando você olha e atende a esse chamado, essa situação se dissolve. É como a notificação que deixa de aparecer. Aquela mensagem em negrito que fica como lida, ou aquela bolinha vermelha que reduz a contagem numérica.

Isso é olhar para dentro.

E você pode escolher.

Tem gente que fica muito bem e não vê problema em ter dezenas de mensagens não lidas, em conviver com as bolinhas mostrando números em vermelho cada vez maiores.

Mas a grande verdade é que essas notificações não atendidas drenam a sua energia. Assuntos não resolvidos sequestram sua paz, tiram a sua atenção e bloqueam o fluxo da sua vida.

É aquela pessoa que vem em pensamento todos os dias. Aquele acontecimento que você se lembra a toda hora. Aquele sonho recorrente. Aquele medo de viver de novo algo que você já viveu…

Como ninguém nunca nos ensinou a lidar com nossas emoções, temos dificuldade em olhar.

Não sabemos como lidar com a dor, temos medo de acessar, medo de sofrer, de entrar em depressão, e também medo de mudar.

É comum a gente sentir que não tem apoio, que não tem com quem conversar sobre esses assuntos, porque na real, ninguém aprendeu a lidar com as emoções. E se mal damos conta de lidar com as nossas, como podemos apoiar os outros?

E essa é a chave que temos que virar. Que a cura não é individual. A cura é coletiva.

Quando eu dou apoio a outras pessoas. Quando eu acolho, quando escuto, quando divido meu processo, quando falo das minhas dores, eu torno mais suave o processo do outro. E o outro vai fazer a mesma coisa por mim. E assim a gente vai conseguindo olhar par questões que não sabíamos como resolver. A gente vai aprendendo a navegar pelas emoções. Entendendo que somos luz e sombra, que temos o positivo e o negativo dentro de nós e que para viver na totalidade, para sermos quem somos de verdade, precisamos nos olhar por completo. Não dá pra ver o copo meio cheio e pensar positivo somente. É preciso olhar o copo inteiro explorar todas as emoções.

E quando fazemos isso, nos libertamos. É o que chamo de cura.

A cura é o que acontece quando você se liberta daquilo que carregou a vida toda. Quando se liberta de máscaras, de medos, de traumas, de bloqueios que te impedem de ser quem você é.

Que tal olhar para as notificações e confiar nos pedidos do seu corpo?

One Comment

  1. Alessandra Antunes do Nascimento
    jul 09, 2017 at 7:22 pm

    Sensacional Gustavo. Esse texto ressoou muito em mim. O processo de cura precisa ser iniciado e encarado. Ótima reflexão! Obrigada por compartilhar conosco.

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